Oferta apertada em 2008

Tudo bem, 45 milhões de sacas. A estimativa do governo para a safra brasileira de café 2008/09 não foi surpresa. Em função das condições climáticas favoráveis nos últimos meses, o mercado já esperava um reajuste para cima. De janeiro, quando divulgou-se o primeiro levantamento da safra brasileira, de 41 a 44 milhões de sacas, até agora (maio de 2008), pipocaram estimativas privadas que iam de 47 a 53 milhões de sacas. Com o novo número no tabuleiro, num momento em que a maturação do café já está completa, e a colheita já iniciou em diversas regiões, o mercado ganha confiança para fazer apostas mais altas sobre o tamanho da produção brasileira e, por consequência, também na oferta global.

Uma safra de 45 milhões de sacas, é bom lembrar, não representa excesso de produção. Ao contrário, 45 milhões é o mínimo que o Brasil precisa produzir para atender as demandas interna e externa. O consumo interno é de 17 milhões de sacas, a exportação, 28 milhões de sacas, o que dá exatamente 45 milhões de sacas. O volume, portanto, é apenas suficiente.

É importante observar o contexto em que a safra de café deste ano será comercializada. No dia 8 de maio de 2008, os acionistas da Bovespa e BM&F aprovaram a fusão das duas bolsas, criando a terceira maior bolsa do mundo, perdendo apenas para Frankfurt, Alemanha, e Chicago, Estados Unidos.

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